terça-feira, 22 de março de 2011

Ausência

Imagem: internet

Enquanto o sol insiste em não raiar
e a escuridão sombria me envolve
os pensamentos sequestram a mente
a nostalgia aos poucos me absorve.
 
Ainda no ar, persiste o teu perfume
nos dedos ainda sinto a tua maciez
teu néctar, impregnou-se na minha boca
e a alcova vazia chora a tua escassez.

Esquecida na mesa tua caneca favorita
vazia como meu coração, jaz entristecida.
No peito sem razão reina firme um desejo
matar essa saudade, vontade de teu beijo.

Espalhados por armários e nas gavetas
te esperam esperançosos, teus pertences
como se de repente, você pudesse voltar
e, com teu sorriso nossa casa iluminar.
 
O relógio na parede é fria testemunha
das horas tristes que meu dia se compõe
minuto a minuto, escoando vai-se o tempo
enquanto em vão, busco por algum alento.
 
As vezes, minha mente trama loucuras
um modo de abreviar meu sofrimento
para então, ao teu lado caminhar
mas, fazendo isso jamais iria te encontrar.
 
E assim, de mãos dadas com a amargura
busco algo para preencher a sua lacuna
cumprindo a risca essa minha penitência
vou sobrevivendo...com a tua ausência.

Valter Montani

3 comentários:

Valter Montani disse...

não é um comentário, apenas agradcecimento:


Bom dia,


Grato por divulgar meu poema, estou te seguindo para manter o contato. saudações!

Liza Leal disse...

Ah! Eu sou fã do Valter!
Quer saber?... Darei um pulinho lá, ja ja.

rs

bjo

Franck disse...

Ausência é tão dolorido...
Bj*