segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

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Enquanto o cinza-chumbo dos dias e da alma não se esvaem, sonho na obscuridade azul do futuro...

by Franck

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Do fundo do baú

Imagem: internet

Desde muito cedo eu costumava copiar em um caderno (que hoje deve ter uns 25 anos) todas as poesias e textos que me encantavam, principalmente poesias de escritores locais, publicadas no dia de domingo em um jornal da cidade.

Hoje resolvi relembrar esses queridos autores que fizeram parte da minha adolescência e publicar uma dessas poesias.

Espero que apreciem!

 Fascinação
 escrita por João Francisco Gonzales

Há mais poesia em teu olhar sincero
do que nos versos que, pra ti, oferto!
Há muito mais amor, do que eu espero,
na graça pura do teu sorriso aberto!

Sinceramente, amor, não exagero,
tu és vida, és meu destino certo.
Portanto, sinto que bem mais te quero
quando teu peito no meu peito aperto.

Desisto, agora, de fazer meus versos,
se um dia os fiz, já os soltei dispersos,
tu és o sonho que não foi sonhado!

Fazer versos pra ti já não adianta,
diante de ti a musa se levanta!
És o poema personificado! 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Bom final de semana!!

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"Tenho passe livre para o céu
 e também para o inferno. Preciso me deixar em paz, me largar de mão, me alforriar."

Martha Medeiros

domingo, 30 de janeiro de 2011

Desalento

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Mais Florbela...

Às vezes oiço rir, e 'ma agonia
Queima-me a alma como estranha brasa.
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia
Que me põe n'alma o fogo que m'abrasa"

Tenho sede d'amar a humanidade...
Eu ando embriagada... entontecida...
O roxo de meus lábios é saudade
Duns beijos que me deram noutra vida!

Eu não gosto do sol, eu tenho medo
Que me vejam nos olhos o segredo
De só saber chorar, de ser assim...

Gosto da noite, negra, trsite, preta,
Como esta estranha e doida borboleta
Que sinto sempre a voltejar em mim!

Florbela Espanca.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Doce Milagre

Imagem: internet
Ok eu confesso... Florbela é minha poetisa preferida!  Não me canso de seus versos... Espero que gostem...

O dia chora. Agonizo
Com ele meu doce amor.
Nem a sombra dum sorriso,
A dar-lhe vida e frescor!

A triste bruma, pesada,
Parece, detrás da serra,
Fina renda, esfarrapada,
De Malines, desdobrada
Em mil voltas pela terra!

As avezitas, coitadas,
'Squeceram hoje o cantar.
As flores pendem, fanadas
Nas finas hastes, cansadas
De tanto e tanto chorar...

O dia parece um réu.
Bate a chuva nas vidraças.
É tudo um imenso véu.
Nem a terra nem o céu
Se distingue. Mas tu passas...

...E o sol doirado aparece.
O dia é uma gargalhada.
A natureza endoidece
A cantar. tudo enternece
A minh'alma angustiada!

Rasgam-se todos os véus.
As flores abrem, sorrindo.
pois se eu vejo os olhos teus
A fitarem-se nos meus,
Não há tudo ser lindo?!

Se eles são prodigiosos
Esses teus olhos suaves!
Basta fitá-los, mimosos,
Em dias assim chuvosos,
para ouvir cantar as aves!

A Natureza, zangada,
Não quer os dias risonhos?...
Tu passas... e uma alvorada,
Enche-me o peito de sonhos!

Florbela Espanca

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O tempo


Foto: internet

O tempo urge

e com isso surge

um novo caminho,

nele nunca desista

simplesmente persista,

mostre que é capaz

e não olhe para trás,

somente sinta saudades,

sei que isso dói

mas não destrói.

Dê tempo ao tempo

desde que não o perca.

Quem sabe este é o tempo

de amar alguém

como se não houvesse depois.
 
Fábio Zündler
 
Conheça o blog do autor: http://insanoscaminhos.blogspot.com/

domingo, 21 de novembro de 2010

Bom início de semana!!!

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"Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas...Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que duas almas não se encontram ao acaso."

O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint- Exupéry